Entrevista com o autor Eduardo Saavedra


Conheça um pouco do autor carioca Eduardo Saavedra, ele que participou da edição passada da Sevai aguarda ansiosamente a edição desse ano. Confira abaixo sua entrevista.


Quem é Eduardo Saavedra? O que podemos esperar em suas histórias?

O autor chama-se Eduardo Saavedra, e em suas histórias os leitores encontrarão textos longos e detalhados. A riqueza de cenários, a climatização, os aromas e os sentimentos passados na cena são tudo o que o autor quer trazer para o leitor. Quando sentimos que fazemos parte da história, ela torna-se mais interessante e damos valor ao que estamos lendo, sentindo e esperando. O autor é intenso no que escreve e usa bem as palavras a favor disso.


Qual foi a sua maior inspiração no começo da escrita?

Minha maior motivação para escrever foi a leitura. Eu geralmente discordava dos finais dos livros que lia na infância e um dia minha mãe me disse que se eu quisesse escolher o final, eu teria que ser dono da história toda. Me sugeriu escrever um livro... Eu copiei 90% de um livro e mudei o final. Ela riu e disse que o meu final era muito legal, mas que a história continuava não sendo minha... Eu tinha que criar tudo. E assim, aos 14 anos eu terminei meu primeiro romance.


Quando percebeu que escrever era o que mais te alegrava?

Quando eu li a minha história completa pela primeira vez e vi que ela tinha um começo, um meio e um fim... Comecei a escrever cada vez mais e isso me fazia muito bem. Então passei a mostrar para outras pessoas. Verdade que nenhuma delas deu tanto valor quanto eu, mas passei a escrever cada vez mais e a aprimorar as técnicas de escrita. Quando mais eu lia, mais queria escrever. E é assim até hoje.


Se você ficasse presa(o) numa ilha e pudesse escolher três livros, quais seriam?

Difícil essa... Mas a primeira opção certamente seria uma Bíblia... Escolheria um livro do Harlan Coben (Volta pra casa) Escolheria um livro do Ken Follet (Os Pilares da Terra)


Qual foi o livro que marcou seu 2020?

"Lacrymosa", de Juliana Daglio


Existe algum autor que todo mundo ama e você não?

Hum... Stephen King talvez.


Se tivesse que escolher um livro pela capa, qual seria?

Gosto muito de uma das versões de “1984” de George Orwell. Nessa capa temos duas vírgulas deitadas formando um olho.


Qual clichê não pode faltar de forma alguma em um romance?

Uma formação tipo triângulo amoroso...


Qual o seu clássico favorito?

Dom Casmurro


Se pudesse transformar um livro em filme, qual seria?

Trilogia Dias Melhores


Já criou expectativa com algum livro e se decepcionou?

Quem nunca... “Os Especialistas”


Qual o maior perrengue que passou sendo um autor(a) independente?

Que passei e ainda passo... Ter que me auto divulgar nas redes é sempre muito difícil pra mim... Não tenho paciência, não gosto de aparecer em vídeos e chamadas. Tenho a impressão de que estou incomodando as pessoas... Sei que isso é necessário, mas ainda luto diariamente com isso.


Qual série de livros você gostaria de poder ver na tv?

Sem dúvidas Ken Follet:

"Queda de Gigantes" "Eternidade por um fio" "Inverno no Mundo"


Qual autor(a) independente você indicaria hoje sem pensar duas vezes?

Ah.. São muitos, mas hoje assim, de bate pronto, primeiro nome que veio na minha cabeça... NB Brun.


O que fazer quando no meio da leitura você percebe que o livro é chato?

Continuo... Por respeito ao autor e por capricho mesmo, acreditando que o final possa me surpreender. Além de, contabilizar minha meta pessoal de ler 1000 livros durante a vida.


Qual a maior vantagem de ser um autor(a) independente?

Vantagem... Creio que a maior vantagem seja estar por dentro de todos os passos que compõem o processo de produção após o processo de escrita. Estar de frente com capa, diagramação, prazos, gráfica... pode parecer estressante, mas é tão satisfatório quanto escrever. É ver “o parto”da sua gestação sabe-se lá de quanto tempo.


Como você acha que serão os livros do futuro?

Na medida que a tecnologia avança, infelizmente acho que serão todos virtuais. E seus conteúdos serão cada vez mais pessoais, com toques pessoais dos autores tentando, de alguma forma, influenciar a mente do leitor. Talvez a ficção perca espaço para as biografias e autoajudas, uma vez que vejo que a literatura tradicional tem definhado. Não por falta de qualidade, mas sim de interesse do consumidor final. Hoje em dia é tudo muito ilustrativo. As imagens falam mais do que mil palavras... Apesar de eu discordar muito disso. Acho que as imagens, nos fazem pensar em outras mil palavras.


Qual a sua expectativa para a Sevai 2021?

Ganhar visibilidade e seguidores. Creio que com um número maior de pessoas sedentas por material novo, tenhamos mais compromisso com a escrita. Eu amo escrever, mas ainda não encontrei um “compromisso com o leitor”. Escrevo quando e como quero. Quero criar expectativas (pra mim e pro leitor) e me forçar ( no melhor sentido da palavra ) a entregar material de qualidade com prazos e qualidade.


Você pode acompanhar o trabalho de Eduardo em seu Instagram e encontrar seus livros na Amazon.


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