Entrevista com a autora Juliana Diniz


Juliana Diniz nasceu em Março de 1992 na cidade de Niterói, estado do Rio de Janeiro. Cidade onde também residiu até os seus vinte e três anos de idade. Depois mudou-se para Saquarema onde reside até o momento. Cursou o ensino médio na Instituição de Educação Clélia Nanci localizada na cidade de São Gonçalo, cuja se formou no Curso Normal. Dois anos após sua conclusão do ensino médio, a autora ingressou na Universidade Salgado de Oliveira em Niterói, para cursar Licenciatura em Letras - Português / Literatura. Deu continuação à sua produção literária em 2014 desenvolvendo o primeiro conto no qual escreveu em sua juventude. Esta obra se tornou um romance adolescente, seu primeiro romance, cujo anos mais tarde foi publicado em um site destinado a exposições de obras literárias, o Wattpad. Confira mais sobre ela na entrevista abaixo.


Quem é Juliana Diniz? O que podemos esperar em suas histórias?

Juliana Diniz, é uma autora dedicada que busca sempre o melhor desenrolar para seus enredos, mesmo que alguns deles tenham como temas principais, aspectos clichês. Em suas histórias, pode-se esperar fortes emoções e grandes cenas de tenção entre personagens, muitas vezes corajosos e ousados. Algumas de suas obras têm em sua composição, alguns dramas cujos deixam seus enredos peculiares e até divertidos em alguns casos.


Qual foi a sua maior inspiração no começo da escrita?

Foi a música. Em todas as minhas obras, sempre usei as músicas que mais gostava para me inspirar. Isso deu muito certo na criação de várias cenas de tenção.


Quando percebeu que escrever era o que mais te alegrava?

Foi quando comecei a fazer o desenvolvimento dos contos que escrevi em minha juventude. Nesse caso, falo da transformação que alguns receberam para se tornarem algo maior e mais complexo do que eram seus primeiros textos. Com isso, penso que consegui melhorar minha escrita e criatividade com o passar dos anos.


Se você ficasse presa numa ilha e pudesse escolher três livros, quais seriam?

"Um Novo Pirata" de Olívia Neves

"Meninas de 30" de Roberta de Souza

"Fallen" de Luren Kate


Qual cena mais te marcou em um livro?

A cena em que Jake pega no flagra seu melhor amigo Matthew deitado na cama de sua irmã Gabrielle enquanto ela dormia(cena do livro Um Novo Pirata). Não direi o que ele estava fazendo lá, porque aí estaria dando spoiler demais. Esta é uma cena que nos dá um mega susto quando fazemos sua primeira leitura, mas eu amei. Vale muito a pena ler esta incrível aventura Pirata.


Qual foi o livro que marcou seu 2020?

Se valer o próprio livro... Eu posso dizer que foi o A Eleita, afinal passei o ano todo trabalhando nele, e sendo assim, o reli tanto que mal tive tempo para colocar minhas leituras em dia. Então digo, que este foi um livro marcante para mim. Não porque sou autora dele, mas porque o li com a visão de uma leitora.


Já deixou de ler por preconceito com algum gênero?

Infelizmente sim. Tem algumas obras do gênero fantasia que me deixaram desgostosa. Creio que isto se deve ao fato de que algumas obras que li desse gênero, tem seus textos muito longos e quase nenhum fundamento. Assim também com o fato de que algumas obras fantasiam demais alguns fatos narrados, deixando seus enredos desgastantes e até enjoativos.


Qual clichê não pode faltar de forma alguma em um romance?

Vou colocar aqui como romance adolescente. Se tratando de tal gênero, para mim seria aquele clichê cujo o casal se conhece na escola e ele é aluno novo. Por conta disso é retraído e super na dele, com aquele mistério no ar. Isso sem falar na parte de que ele tem um passado obscuro cujo a mocinha se aventura a descobrir e isso causa um sério problema entre eles. Este é o clichê que mais gosto de ler.


Já criou expectativa com algum livro e se decepcionou?

Sim, mas o curioso é que não me lembro o título de tal obra. Mas sei que esta relatava algo como um bebê cujo não era bem vindo pelo marido e a esposa tenta de tudo para que este aceite o filho que carrega em seu ventre. Não cheguei a ler todo o livro porque tive vários contratempos na época, que me fizeram parar minha leitura e no fim, acabei desanimando por conta do andamento do enredo cujo ficou muito massivo para continuar a leitura.


Qual autor(a) independente você indicaria hoje sem pensar duas vezes?

Poxa tem tantos, mas já que a pergunta está no singular, eu indicaria a Stephanie Caroline. Apesar de ainda não ter lido algumas de suas obras, mas pretendo ler alguma um dia desses, acredito que esta autora seja merecedora da minha indicação. Sério, vá no insta dela que você vai amar suas postagens. (Aproveite para segui-la, conhecer um pouco sobre a autora e suas obras, e se possível, adquirir uma delas, (ou todas) isso é com você.) Super recomendo a Stephanie.


Qual a maior vantagem de ser uma autora independente?

Acredito que esta seja a vantagem de precificar suas obras de acordo com o que gastou nelas. Isto te dá uma boa vantagem para fazer promoções especiais em datas comemorativas além de ter uma porcentagem, talvez, um pouco maior do que as grandes editoras populares dão aos seus autores sob a venda de seus exemplares.


Na sua biblioteca não podem faltar quais gêneros?

Romance adolescente, Romance adulto (não estou me referindo ao famoso "hot"), Ficção Científica e Aventura. Isso se somando também aos livros mais joviais de garotas.


O que você mudaria no mercado literário hoje?

Eu seria muito ingênua e sonhadora, mas creio que a mudança que faria seria qualquer uma que pudesse enaltecer todos os escritores brasileiros que tem um grande talento para tal, mas que não conseguem receber reconhecimento sobre suas obras tão majestosas.


Se pudesse juntar três personagens de histórias diferentes, quais seriam e qual o gênero desse livro? Não vale Frankenstein.

Seria Jake de Um Novo Pirata - Tobias Eaton de Divergente e Marcelo Ortiz de A Eleita. O gênero seria Conto o qual teria uma pitada de aventura, ação e muitos problemas. Não creio que nesta obra, estes três personagens fossem amigos um do outro, pelo menos não o Jake.


Você tem algum ritual de escrita só seu?

Claro que sim, isso me ajuda muito na hora de escrever principalmente quando estou com bloqueio de escrita. Sabe, aquele bloqueio que ocorre quando você tem ideias, mas não sabe como colocá-las no papel? É algo desse tipo. Quando o tenho, sofro muito pra desbloquear. O meu ritual é criar uma playlist no Spotfy ou no computador só com músicas cujas penso serem temas do livro o qual estou escrevendo. Então fico ouvindo aquela playlist até conseguir desbloquear minha escrita. Isso funciona um pouco.


Qual livro desperta memórias de sua infância? Por que?

"O Pé de Poesia" - Ganhei este livro na escola, na época do primário. Cheguei a lê-lo em sala de aula algumas vezes com a professora, mas a memória mais gostosa que tenho com ele é do Camping para o qual eu sempre ia com minha avó e minha irmã. Lá era um lugar tão gostoso, cheio de árvores e muitas plantas. Sempre que estava lá, me sentava perto de uma árvore alta a qual ficava nos fundos daquele lugar e lia este livro quase todo. Costumava fazer isso com frequência no horário da tarde. Era maravilhoso fazer isso.


Qual a sua expectativa para a Sevai 2021?

Conhecer novos escritores e apresentar minha obra para todos os que ainda não ouviram falar dela.


Você pode acompanhar o trabalho de Juliana em seu Instagram e encontrar seus livros na Amazon.

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