Entrevista com a autora Júlia Barreto


A entrevista de hoje é com uma autora estreante na Sevai, Júlia Barreto. estuda Comunicação Social, possui dois empregos: trabalha com marketing digital e é escritora pois desde criança era apaixonada por inventar histórias e nada mudou até hoje. Aquariana com ascendente em gêmeos e lua em áries, um verdadeiro furacão astrológico. Sonha em tornar a vida de jovens e mulheres mais leve, descontraída e otimista pois o cotidiano já é bastante cruel, mas o mundo ainda é um lugar otimista. Apaixonada por literatura desde que aprendeu a ler, começou a escrever aos 8 anos através de poemas e letras de músicas, aos 13 estava escrevendo histórias em cadernos que deveriam ter contas de matemática. Suas histórias são cheias de romance e referências ao mundo pop, cada livro é contado num lugar diferente por conta da vontade de conhecer o mundo. Além de escrever, é viciada em princesas e um universo fofo, Netflix, comentar sobre BBB no Twitter, noveleira e ama uma fofoca pois é neta e filha de fofoqueiras.


Quem é Júlia Barreto? O que podemos esperar em suas histórias?

Sou uma escritora que mora numa cidade minúscula, cresci nessa cidade, porém com sonhos que não cabiam dentro dela desde criança. Sempre “viajei” muito, no sentido literal e figurativo da palavra, viajava com meus pais no mínimo umas 5x no ano, então essas viagens me traziam o conhecimento de lugares e pessoas de culturas diferentes, e no sentido figurativo pois eu nunca estava presente de verdade numa conversa, cabeça nas nuvens. E bom, tudo isso é muito presente nas minhas histórias, elas se passam SEMPRE em lugares diferentes, dificilmente eu repito o lugar. Também sempre tem muito romance, muito empoderamento feminino e independência das protagonistas.


Qual foi a sua maior inspiração no começo da escrita?

Eu tive “dois” começos na escrita, um lá atrás aos 8/9 anos, quando comecei a escrever e parei por um longo período. Nesse momento minha inspiração eram livros da Meg Cabot e filmes americanos. Meu segundo início foi aos 21/22 anos, voltei a ler mais nesse período, e num evento faculdade eles trouxeram a Pam Gonçalves e ela falou sobre o início dela, que se formou na mesma faculdade e curso que o meu. Ver que ela foi tão longe morando no mesmo lugar que eu, saindo de onde eu sai, foi inspirador e então decidi publicar minhas histórias.


Se você ficasse presa(o) numa ilha e pudesse escolher três livros, quais seriam?

"Os 12 Signos de Valentina", "A Rainha Vermelha" e "Mr. Romance".


Para você, qual o maior casal na literatura?

Casal de literatura atual: Eden Tate e Max Riley (Mr. Romance)

Literatura clássica: Romeu e Julieta


Já deixou de ler por preconceito com algum gênero?

Sim, romances de época, tenho muito preconceito, mas ainda pretendo dar uma chance.


Já criou expectativa com algum livro e se decepcionou?

"Mister" (EL James), criei muito expectativa pois 50 Tons me pegou na adolescência e achei que ia amar outro livro dela.


Quando percebeu que escrever era o que mais te alegrava?

Passei momentos péssimos na faculdade e estava trabalhando num lugar que me sugava todas as energias, durante o trabalho quando eu queria gritar, chorar e sumir, eu decidi escrever algo, uma história que eu vinha sonhando acordada a semanas. Então toda minha ansiedade se acalmou, uma alegria que eu não sentia a meses me inundou, terminei aquele livro em 3 semanas e engatei outro, depois outro e outro. Eu escrevia no trabalho, faculdade, de madrugada, qualquer mínimo tempo livre.


O que fazer quando no meio da leitura você percebe que o livro é chato?

Tento continuar lendo, mas se nada me agradar mesmo eu abandono. Não costumo continuar leituras que não gosto.


Qual a maior vantagem de ser um autor(a) independente?

Ter o domínio de tudo, capa, sinopse, direcionamento do marketing, a minha obra ser totalmente minha.


O que você mudaria no mercado literário hoje?

O mercado literário ainda está crescendo, e felizmente estou vendo ganhar cada vez mais espaço. O problema é que ainda existe um certo monopólio do que os leitores consideram “legal”, ficando preso nas mesmas editoras, nas mesmas agências, e quando surge algo ainda que “pequeno” é alvo de criticas por não começar igual as grandes.


Você tem um guilty pleasure literário, ou não acredita que isso exista?

Não acredito que exista, ou pelo menos não deveria. Na minha opinião, não existe isso de sentir culpa por ler algo, cada leitor gosta de um gênero e autor, existe livros que eu acho ruim mas outra pessoa adora. Eu gosto de 50 Tons de Cinza apesar de várias problemáticas dentro da obra e falo abertamente o quanto amo a trilogia. Mulheres passaram tempo demais tendo que esconder que gostam de ler hot por exemplo, e hoje conseguimos falar tranquilamente que gostamos, não gostaria de voltar a essa época.


Como incluir pautas de identidade, antirracistas e sociais dentro de um romance?

Dentro especificamente de um romance, seria abordar de forma leve e descontraída, normalmente o leitor que busca um romance/comédia romântica, não quer ler algo que possa ficar pesado. Então o ideal seria incluir protagonista, vilões, mocinhos, que abordem os temas de forma leve, para que o leitor entenda a pauta. Já em outros gêneros, as formas de incluir seriam diferentes, pois o leitor que vai ler uma fantasia ou suspense por exemplo, tá com uma cabeça diferente ao abrir esse livro.


Como você vê o protagonismo feminino na literatura nacional?

Está crescendo, e tende a crescer cada vez mais. Vejo cada vez mais mulheres escrevendo o que querem escrever, conseguindo contratos com editoras, produtoras para seus livros. E com isso, o protagonismo dentro dos livros está melhorando cada vez mais, a alguns anos eu dificilmente achava romances com mulheres fortes e empoderadas, que não ficavam no papel de indefesa. Hoje em dia a grande maioria dos livros que vejo na loja Amazon e etc são de protagonistas fortes.


Qual a sua expectativa para a Sevai 2021?

Transmitir muito do que já aprendi nesses anos, incentivar outras pessoas a começarem seus sonhos e conhecer outros autores, trocar experiências.


Você pode acompanhar o trabalho de Júlia em seu Instagram e encontrar seus livros na Amazon.



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