Entrevista com a autora Dani D. Silva


Dani D. Silva é escritora e professora paraense, da cidade de Capanema, formada em Física e Engenharia Ambiental, e Jufrista professa na Ordem Franciscana Secular. Mas se você tem realmente curiosidade de saber quem ela é, os poemas serão sempre a melhor alternativa e a mais repleta de verdade. Lê de tudo, mas seus gêneros favoritos são fantasia, terror e suspense. Conheça um pouco mais sobre ela na entrevista abaixo.


Quem é Dani? O que podemos esperar em suas histórias?

Ainda estou no processo de descoberta, tanto de quem sou quanto de quem sou como escritora, especialmente na prosa, que ainda não é não tão natural para mim quanto a poesia. Mas o que podem sempre esperar de mim, sempre, tanto na poesia quanto na prosa, é uma voz de esperança, que não ignora a dor, mas que tenta compor algo belo a partir dela. Acho que a simples experiência de ser gente é desafiadora. Por isso, quero colocar os inúmeros sentimentos que me desafiam no papel para que, em algum momento, alguém que leia possa se sentir um pouco menos sozinho. É esse meu principal objetivo como escritora.

Além do mais, como um dos gêneros de leitura que mais amo é a fantasia, vocês podem sempre esperar também algum elemento fantástico das minhas histórias, independente de ser um texto mais infantil ou mais adulto. Para mim, não tem nada mais gostoso do que escapar das amarras da realidade para viver, por algum tempo, em um mundo onde a magia se derrama por todas as partes. É por isso que adoro ler e essa sensação que quero passar também nas histórias que vou tentando escrever.


Qual foi a sua maior inspiração no começo da escrita?

Escrever sempre foi uma terapia, para mim. Acho que todo mundo devia escrever, mesmo que não tenha interesse em publicar, apenas para derramar os sentimentos no papel. E foi por isso que comecei a escrever, porque muitas vezes em minha vida aquilo os meus próprios sentimentos pareciam não caber em mim e só as palavras eram capazes de me socorrer. Então minha inspiração é a vida, o que ela faz com a gente e essa constante tarefa de descobrirmos a nós mesmos e de irmos nos refazendo nessa descoberta.


Quando percebeu que escrever era o que mais te alegrava?

Acho que, de certo modo, antes mesmo de saber escrever, porque quando eu era ainda bem pequena, eu tenho lembranças de estar no quintal de casa tentando rimar palavras e me divertindo sozinha nessa descoberta da poesia. Mas com o tempo, o trabalho, a chegada da vida adulta, a escrita foi aos poucos ficando em segundo plano.

Então a redescoberta da escrita e do bem que ela me faz aconteceu em meio à pandemia, quando, mais do que uma escolha, escrever se tornou uma necessidade para me manter sã, para reavivar a esperança, para ir além das paredes da minha casa e ser capaz de voar por meio da imaginação. Então, em meio a todas as dificuldades destes tempos, escrever foi e continua sendo meu bálsamo.


Existe algum autor que todo mundo ama e você não?

Sim, existem alguns. Mas eu sempre tento achar pelo menos um livro que eu goste do autor ou autora. A Coho, por exemplo, foi uma autora da qual eu não consegui gostar dos primeiros livros que li e não tenho muita vontade de ler alguns dos mais hypados como Verity, mas que acabei encontrando alguns livros dos quais gostei muito.


Se tivesse que escolher um livro pela capa, qual seria?

ECOS, da DarkSide é um livro que eu comprei pela capa e pelo acabamento, embora eu também estivesse curiosa com a história.


Qual clichê não pode faltar de forma alguma em um romance?

Briguinhas ou implicâncias do casal. Eu amo o clichê dos inimigos ou personagens que não se bicam e acabam se apaixonando. Quando vejo personagens implicando demais um com o outro, já começo a shipar. Haha.


Já criou expectativa com algum livro e se decepcionou?

Isso acontece muuuuuuito comigo. As expectativas sempre me atrapalham. Alguns dos livros nos quais isso aconteceu foram: Rede de Sussurros, A paciente Silenciosa, Boneco de Pano, A Garota do Lago, entre outros.


Já pegou emprestado e não devolveu? Caso sim, qual livro?

Sim. Mas em minha defesa, a pessoa sabe que está comigo, então ainda tenho a possibilidade de devolver, haha. Foi "O mundo de Sophia", que minha prima me emprestou, mas como moramos em cidades diferentes e, sempre que eu ia pra cidade dela eu esquecia, o livro está comigo até hoje.


Qual série de livros você gostaria de poder ver na tv?

Descobri agora que séries que eu ia falar já estão em preparação para a TV. Seriam Trono de Vidro e crônicos vampirescas, que vão ganhar seriados e Crônicas dos Kane, que ganharão filmes. Sei que vou pôr defeito, mas já quero.


Qual autor(a) independente você indicaria hoje sem pensar duas vezes?

Tayana Alves e Roberta de Souza


Como você acha que serão os livros do futuro?

No formato, eu não acredito que os livros físicos desapareçam jamais, pois eles trazem uma experiência de leitura da qual a gente não quer abrir mão. Mas acredito que, cada vez mais os livros digitais vão ganhar espaço e competitividade também.


Como você convenceria alguém que não gosta de ler, a ler?

Indicando e presenteando com vários gêneros. Minha família, por exemplo, não possui muito o hábito da leitura, mas de vez em quando eu consigo fazer com que cada um leia. Descobri que minha prima se dá bem com livros infantojuvenis, meu sobrinho com quadrinhos e minha irmã com livros curtos e leves.


Qual o personagem mais engraçado que você já leu?

Nina e seu alter ego, a Doida, de Meninas de 30, da Roberta de Souza. Aliás esse este é um livro que consegui fazer minha irmã ler e ela não só leu, como chorou de rir durante a leitura. Foi impagável.


O que você mudaria no mercado literário hoje?

Eu gostaria que fossem criadas maneiras de baratear os preços dos livros físicos, em especial para autores independentes, pois esse ainda é um fator capaz de afastar muitos leitores, especialmente diante das desigualdades do nosso país.


Se pudesse juntar três personagens de histórias diferentes, quais seriam e qual o gênero desse livro? Não vale Frankenstein.

Eu juntaria a Tasha ( de 100 canções para salvar sua vida, da Camila Dornas) com a Nina (de Meninas de 30, da Roberta de Souza) e as colocaria com o fantasma de A Senhora da casa (da Eliane Marques). Acho que sairia uma mistura de terror e comédia bem legal. kkk


Você tem um guilty pleasure literário, ou não acredita que isso exista?

Eu ainda não tinha escutado esse termo. Mas acho que não creio nisso não. Para mim, qualquer leitura tem seu encanto e sua contribuição para nos deixar.


Se você ficasse presa numa ilha e pudesse escolher três livros, quais seriam?

Que decisão difícil! Mas acho que seriam:

"A princesa salva a si mesma neste livro", da Amanda Lovelace;

"O morro dos ventos Uivantes", Emily Bronte;

E a Bíblia.


Qual a sua expectativa para a Sevai 2021?

Eu tenho expectativas de aprender bastante, de fazer contatos e parcerias… Enfim, tô aberta ao que vier.


Você pode acompanhar o trabalho de Dani em seu Instagram e encontrar seus livros na Amazon.


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