Entrevista com a autora Cora Félix


Comece a semana com a entrevista da lustradora, escritora e pesquisadora de criaturas fantásticas, Cora Félix. Ela iniciou sua vida literária por meio das fanfictions (histórias de fãs), até começar a produzir livros autorais. Em 2016, estabeleceu carreira no campo erótico, mas por ser apaixonada por vilões, passou a se dedicar à escrita de ficção fantástica — hoje, tem foco exclusivo para a construção de livros fantásticos e sobrenaturais. Autora de mais de três livros, Cora também teve publicações lançadas na Bienal do Livro de São Paulo e uma de suas obras, lançada pela editora Skull, ficou entre as mais vendidas durante o lançamento. Ela participou da primeira edição da Sevai e está ansiosa para a edição desse ano.


Quem é Cora Félix? O que podemos esperar em suas histórias?

Cora Félix é uma mulher que começou a escrever no mundo das fanfictions mas depois de alguns anos percebeu que isso não era o suficiente para suprir as ideias que tinha. Estou começando a desenvolver histórias no gênero fantasia, com toques de erotismo, então podem esperar bastante livro dessa temática, recheadas de vilões, meu ponto fraco e objeto de fascínio.


Qual foi a sua maior inspiração no começo da escrita?

Minhas leitoras, que desde o primeiro momento me deram suporte a apoiaram o que eu escrevia, mesmo saindo do convencional.


Quando percebeu que escrever era o que mais te alegrava?

Quando eu passei a me dedicar um bom tempo às minhas histórias e ver de forma mais série que eu produzia conteúdo e que eu era responsável por levá-lo ao meu leitor como algo de qualidade.


Se você ficasse presa(o) numa ilha e pudesse escolher três livros, quais seriam?

"O Evangelho Segundo o Espiritismo", "Harry Potter" e "Cem Anos de Solidão".


Qual cena mais te marcou em um livro?

Quando Fantine arranca os dentes da frente para vender, em "Os Miseráveis".


O que você mudaria no mercado literário hoje?

Mais espaço para os autores de fantasia nacional em grandes editoras e até mesmo pequenas. O brasileiro não consome fantasia nacional.


Qual é o seu coadjuvante favorito? E se ele fosse o protagonista, o que mudaria na história que faz parte?

Hermione Granger. Acho que não mudaria nada, a história dela é perfeita.


Qual seria a trilha sonora ideal para os seus livros?

Música tema celta, nórdica e medieval. Ruídos de floresta.


Já pensou em escrever algo que fosse totalmente fora de sua zona de conforto?

Não só pensei como acabei de fazer. Meu novo lançamento é uma distopia/ficção científica.


Já teve dificuldade em encontrar um final para alguma história que escreveu? Se sim, como resolveu?

Sempre. Nesse último lançamento, principalmente. Eu reli a história e pensei nela em um fluxo diferente, o final não precisar caminhar para o felizes para sempre, mas ele precisava ser fechado.


Qual o maior perrengue que passou sendo um autor(a) independente?

Entrar em editoras que prometem algo e não cumprem. Gastar mais para lançar o livro do que lucrar com ele.


Momento viagem no tempo, qual livro você indicaria para o seu eu do passado?

Paulo e Estevão, Chico Xavier. Mas não acredito que o meu eu do passado conseguiria usufruir do livro como fiz.


Se tivesse que escolher um livro pela capa, qual seria?

"As Faces da Luz", de Tatiane Durães. Capa por Marina Ávila.


Qual a sua expectativa para a Sevai 2021?

Conhecer novos autores e o que o cenário editorial anda produzindo de bom!


Você pode acompanhar o trabalho de Cora em seu Instagram e encontrar seus livros na Amazon.

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