Entrevista com a autora Cintia Henriques


Cintia gosta tanto de ler e contar histórias, que optou por fazer Midialogia na graduação, um curso que envolve um pouco de Cinema e de Televisão. Depois de formada, começou a trabalhar com edição de vídeo e fez Pós-Graduação em Roteiro Audiovisual. Seus primeiros textos completos foram roteiros para cinema, que infelizmente nunca foram filmados, mas que a inspiraram a continuar criando suas histórias. Atualmente está focada na literatura, porque um roteiro é limitado pelos custos de produção, enquanto os livros não apresentam esse problema. O orçamento é ilimitado, assim como a imaginação. Descubra mais sobre a autora na entrevista abaixo.


Quem é “Cintia Henriques”? O que podemos esperar em suas histórias?

Sou uma mulher comum, que decidiu que poderia viver muitas vidas em uma só.

A escrita é a minha terapia e a minha fuga da realidade, minha companheira para todos os momentos. Todos os meus livros têm aquele drama (muitas vezes de fazer chorar mesmo), mas com a certeza do final feliz. Afinal, precisamos da recompensa para ter certeza de que toda tristeza é passageira, uma mensagem de esperança para os dias mais sombrios.

E para tentar tornar o mundo mais leve, também arrisco um pouco no humor, só para balancear as coisas. Minhas histórias são realistas, com pessoas que poderiam existir de verdade, sendo um vizinho, um amigo, um familiar.


Qual foi a sua maior inspiração no começo da escrita?

Sempre gostei de ler desde pequena, mas foi JK Rowling quem despertou em mim a vontade de contar minhas próprias histórias. A ideia de construir universos, controlar as vidas dos personagens, mudar os seus destinos, pareceu-me incrível. Aos catorze anos estava rascunhando minha primeira história.


Quando percebeu que escrever era o que mais te alegrava?

Durante a adolescência mesmo. Sempre que a vida real ficava complicada ou confusa, eu me refugiava em minhas próprias histórias, onde vivia as vidas que quisesse.


Se você ficasse presa(o) numa ilha e pudesse escolher três livros, quais seriam?

Não posso levar o Kindle ao invés dos três? 😂 E um carregador para energia solar?

Sou apaixonada por "Admirável Mundo Novo", com certeza seria um deles. Mas não sei se conseguiria escolher os outros dois. Há muitos livros que amo, de muitos gêneros distintos.


Qual cena mais te marcou em um livro?

Sempre choro com o prólogo de Borboletas na Janela, da Sinéia Rangel.

Em um livro internacional, é a morte de Sirius Black, no quinto livro da série Harry Potter


Se tivesse que escolher um livro pela capa, qual seria?

"Freud me ajude!", da Sinéia Rangel. Inclusive, conheci o trabalho dela através desse livro, já que achei a capa maravilhosa.


Qual clichê não pode faltar de forma alguma em um romance?

O casal que enfrenta dificuldades para ficar junto.


Se pudesse transformar um livro em filme, qual seria?

"Descanse em Paz", da Fabi Dias.


Já criou expectativa com algum livro e se decepcionou?

Sim, alguns. Principalmente quando vemos tanta divulgação e tantas pessoas falando bem da história e, quando vamos ler, ele acaba não sendo tudo isso.


O que fazer quando no meio da leitura você percebe que o livro é chato?

O certo seria abandoná-lo (seja de vez, ou apenas por um tempo para retomar depois). Eu não consigo abandonar nenhum livro, então geralmente vou até o final, mesmo que seja na força do ódio.


Se você pudesse reescrever um livro, mudando algumas ou muitas coisas, qual seria e o que mudaria?

Não sou do tipo de pessoa que se incomoda com um final. Mesmo quando não é o que eu esperava, acho válida a opinião do autor. Quando o protagonista morre, ou o casal termina a história separados, geralmente sinto um certo desconforto, pois não era o esperado, mas reconheço a coragem do autor ao tomar um caminho que a maioria não espera.


Qual a maior vantagem de ser um autor(a) independente?

Total controle sobre a sua obra.


Na sua biblioteca não podem faltar quais gêneros?

Romance, Comédia, Fantasia e Ficção Científica.


Quais são os seus clássicos preferidos?

"A Moreninha", "Admirável Mundo Novo", "1984" e "Fahrenheit 451".


Como você acha que serão os livros do futuro?

Continuaremos com os ebooks, livros físicos serão artigos de luxo, voltados a colecionadores, e provavelmente teremos livros interativos, onde será possível se sentir imerso na história, como se você fosse um personagem mais.


Como você convenceria alguém que não gosta de ler, a ler?

Tentando primeiro identificar o gênero que essa pessoa pode gostar. Alguns pegam ranço da leitura quando são obrigados a ler obras com as quais não se identificam.


Já teve dificuldade em encontrar um final para alguma história que escreveu? Se sim, como resolveu?

Geralmente começo a escrever quando já sei o começo, meio e fim de uma história. Quando esse final ainda não está bem definido, vou trabalhando no resto, até que o encerramento perfeito apareça em minha mente.


Qual a sua expectativa para a Sevai 2021?

Conseguir apresentar o meu trabalho a novos leitores e trocar experiências com outros colegas autores, ajudando a divulgar a literatura nacional.


Você pode acompanhar o trabalho de Paula em seu Instagram e encontrar seus livros na Amazon.

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